Perdão Impossível

UM WEB FILME DE JEFF ANDRADE

SUPERVISÃO DE TEXTO DE ANTÔNIO VINÍCIUS BARBOSA

PERDÃO IMPOSSÍVEL 

Cena 01. Int. cozinha. Dia 

Uma mão coloca pedaços de mamão dentro de um liquidificador, em seguida o leite, o açúcar, fecha o liquidificar e liga. Em seguida a câmera mostra uma fatia de presunto e outra de queijo sendo colocadas sobre um pão de forma, outra fatia cobre os mesmo, em seguida colocado sobre a sanduicheira. A mão desliga o liquidificador, retira o sanduiche da sanduicheira e coloca no prato.

Corta rapidamente para:

Barnett sentado à mesa, pega a jarra de suco coloca a vitamina dentro do copo, morde o sanduiche e bebe um gole da vitamina.

Corta para:

Cena 02. Ext. Rua. Dia

Barnett caminhando apressadamente, dobra a esquina a direita e continua caminhando.

Corta para:

Cena 03. Int. consultório. Dia

Barnett sentado em um divã sobre o olhar atento da psicóloga.

Barnett – Não tive mais aqueles sonhos. Acho que estou pronto para encontrar ele, cara a cara.

Psicóloga – Você acha, que seja necessário esse encontro?

Barnett – Não sei. Talvez não seja uma necessidade, mas faço questão. Quero ouvir da boca o que porque, como ele lida com as lembranças, se existe culpa.

A psicóloga anota algo em um bloco.

Barnett – Viajo hoje. E a propósito, esta é minha última sessão... Agora é comigo!

Corta para: 

Cena 04. Int. banheiro. Dia

A agua do chuveiro caindo sobre o corpo de Barnett. Ele ensaboando-se, logo em seguida deixando a agua tirar as espumas de sabão que lhe escorre pelo corpo.

Corta rapidamente para:

Barnett enxugando-se com a toalha.

Corta para:

Cena 05. Int. quarto. Dia

Uma bolsa de viagem aberta sobre a cama. Barnett pega calça dentro da bolsa, veste-se. Logo em seguida pega uma camiseta e vesti também. Retira um frasco de colônia da bolsa borrifa sobre o corpo, devolve para a bolsa e fecha o zíper.

Corta para:

Cena 06. Int. ônibus. Noite

Barnett sentado em uma poltrona dentro do ônibus. Ele está com um fone de ouvido, com o rosto encostado no vidro da janela e lendo um livro.

Corta para:

Cena 07. Ext. Clip. Dia  

Compacto de imagens do amanhecer, e de pessoas transitando pela Cidade.

Cena 08. Int. Casa. Sala. Dia 

Ouve-se o barulho do toque da campainha. Luigi cruza a sala e abre a porta. Barnett está do outro lado com um sorriso no rosto e uma bolsa de viagem.

Barnett – Bom dia! Cheguei muito cedo?

Luigi – Bom dia! Você ser o Barnett?

Barnett – Exatamente.

Luigi – Entra por favor. Estava lhe esperando.

Barnett entra e Luigi fecha a porta. Ana Luiza surge na sala com um sorriso no rosto.

Ana Luiza – Olá?

Luigi – Esse é o Barnett, o meu primo que te falei. Essa a Ana Luiza, minha noiva.

Barnett estende a mão.

Barnett – Prazer, conhecê-la.

Ana Luiza dar um abraço em Barnett.

Ana Luiza – Seja bem-vindo, amigo.

Barnett – Desculpa, eu pensei que você morasse sozinho.

Luigi – Ah, não. A Ana Luiza não mora aqui, ela só passou a noite aqui em casa. E não mora porque não quer, por falta de insistência que não.

Ana Luiza – Só depois do casamento. Sou recata, do lar e defensora da família tradicional brasileira. (Risos)

Ana Luiza – Agora tenho que ir, meu amor.

Luigi – Não vai tomar café?

Ana Luiza – Bebi um copo de suco. Aproveitem o café.

Ana Luiza beija os lábios Luiza, passa mão pelo cabelo de Barnett e sai. 

Corta para:

 Cena 09. Int. Cozinha. Dia 

Barnett e Luigi sentados à mesa. Luigi serve o suco e entrega o copo para Barnett.

Barnett – Luigi quero lhe agradecer por mim hospedar esses dias.

Luigi – Quando sua mãe me ligou e disse que você iria passar uns dias na cidade, que estava vindo prestar vestibular, fiz questão que ficasse aqui.

Barnett – Tenho certeza que ela foi quem lhe pediu.

Luigi sorrir.

Luigi –Isto não interessa agora.

Barnett –Obrigado do mesmo jeito.

Luigi –Por nada.

Luigi morde um pedaço de sanduiche e Barnett toma um gole de suco.

Luigi –Você está diferente. Quase não lhe reconheci.

Barnett –

Já faz muito tempo que nos vimos.

Luigi – Você era bem pequeno.

Barnett encara Luigi e fica em silêncio por alguns segundos.

Barnett –Eu era uma criança.

Luigi para de mastigar por alguns segundos e encara Barnett. 

Luigi –Agora é um homem feito.

Os dois continuam a tomar o café da manhã.

Luigi – Veio prestar vestibular pra que curso?


Barnett – Psicologia.

Luigi – Um excelente curso.

Barnett – Você acha mesmo?

Luigi – Claro. E o mais importante é fazer o que gosta.

Barnett – E você, o que faz da vida?

Luigi – Sou professor. Dou aulas pro ensino médio e me aventuro na escrita. Estou escrevendo meu terceiro livro.

Barnett – Claro. Eu li seu primeiro livro.

Luigi – Na época eu mandei um exemplar pra sua mãe.

Luigi termina o café da manhã e em seguida limpa a boca com guardanapo.



Luigi – Barnett, tenho que ir pra escola. Tenho aula no primeiro horário. Fique à vontade, a casa é sua.

Luigi levanta-se da mesa e sai. Barnett continua comendo.  

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Cena 10. Int. Quarto Luigi. Dia 

Abre-se a porta do quarto. Barnett entra no quarto e observa com atenção.

Barnett – Então esse é seu quarto primo?

Barnett aproxima-se da cama e pega uma camiseta jogada sobre a cama. Ele leva a camisa até o nariz e sente o perfume.

Barnett – Ainda me lembrava do seu cheiro. Parece que ele esteve na pele, na minha mente.

Corta para:

Cena 11. Int. Sala. Noite

Abre-se a porta. Luigi entra, fecha a porta e joga a bolsa sobre a poltrona.

Luigi – Cheirinho bom.

Corta para:


Cena 12. Int. Sala. Noite

Barnett está colocando a mesa. Luigi entra.

Luigi – Que cheiro bom.

Barnett esboça um sorriso e continua colocando a mesa.

 Barnett – Tomei a liberdade de fazer a janta. Espero que não se importe.

Luigi – Imagina. Fico agradecido, já não aguento mais comer pizza e hambúrguer.

Barnett – Hábitos alimentares nada saudáveis.

Luigi – Algumas vezes a Ana Luiza vem cozinhar pra mim. Eu mesmo sou um desastre na cozinha.

Luigi senta-se a mesa. Logo em seguida Barnett senta-se e serve Luigi.

Barnett – Espero que goste.

Luigi – Jugando pelo cheiro, está delicioso.

Barnett se serve e começam a comer.

Luigi – Está uma delícia.

Barnett – Obrigado.

Os dois premassem em silencio por alguns segundos, comendo. Barnett quebra o silencio.

Barnett – Tem muitas lembranças do interior?

Luigi – Algumas. Me lembro muito da casa da vovó. E dos doces da sua mãe.

Barnett – A casa da vovó é inesquecível.

Luigi – Você tem muitas recordações daquela época? Você era um pirralho.

Barnett toma um gole de suco.

Barnett – Algumas lembranças boas.

Luigi toma um gole de suco.

Barnett – Alguns traumas também.

Luigi engasga-se.

Barnett – Algum problema? Está tudo bem?

Luigi esforça-se para fala.

Luigi – Sim, sim. Me engasguei.

Barnett volta a atenção para o prato.

Luigi – Você disse, traumas?

Barnett – Sim.

A câmera mostra Barnett retirando o celular do bolso da bermuda. Close na tela do aparelho, Barnett com o aparelho abaixo da mesa, aperta REC em um aplicativo de gravação de áudio.

Barnett – Faz ideias do que causaram esses traumas?

Luigi olha assustado para Barnett.

Luigi – Não, não faço. Deveria?

Barnett dar de ombros.

Barnett – Tive que fazer anos de terapia, tive pesadelos e sonhos diários sobre aquela época. Só recentemente consegui me livrar deles.

Luigi permanece em silêncio. Barnett toma mais um gole de suco.

Barnett – Não vai perguntar o que aconteceu?

Luigi acena negativamente com a cabeça.

Luigi – Não quero ser invasivo.

Barnett esboça um sorriso.

Barnett – Você faz parte disto.

Luigi – Onde você quer chegar com essa conversa?

Barnett encara Luigi.

Barnett – Nos abusos que sofri. O primeiro aos sete anos de idade e eles se repetiram até os nove.

Luigi – Acho melhor mudarmos de assunto.

Barnett dá um tapa na mesa.

Barnett – Você, abusou de mim!

Luigi esfrega o rosto com as mãos.

Luigi – Droga. Você se lembra disso?!

Barnett – Tem coisas que não é tão fáceis de esquecer.

Luigi empurra o prato para o centro da mesa e olha para Barnett.

Luigi – Acho que te devo um pedido de perdão. Eu além um moleque novo...

Barnett – Você tinha dezenove anos, quando aconteceu pela primeira vez.

Luigi – Me perdoa. Eu era sem juízo, irresponsável, era um adolescente.

Barnett – Você era um adulto e eu uma criança.

Luigi – Agora, sou outro homem. Me arrependo todos os dias pelo que aconteceu e espero que você seja capaz de me perdoar.



Barnett – Pra isso que vim, para tentar resolver isso merda de uma vez por toda.

Luigi – Pelo amor de Deus me perdoa. Assumo que errei, mais eu era inconsequente, aquilo nunca mais voltou a se repetir.

Barnett – Talvez nesses três dias convivendo com você aqui, eu seja capaz de lhe perdoar.

Luigi levanta-se da mesa.

Luigi – Com licença, vou tomar um banho e deitar, não estou me sentindo muito bem. Obrigado pela janta e mais uma vez, me perdoe por todo mal que lhe causei.

Luigi vai saindo, Barnett levanta e segura o outro pelo braço. Dar uns passos à frente e olhando dentro dos olhos do primo a alguns centímetros de distância.

Barnett – Parece loucura, mas se te disser que nesse exato momento gostaria de fazer tudo novamente?

Luigi encara o outro, emudecido. Barnett beija o primo. Luigi afasta Barnett.

Luigi – Isso é loucura! Você está louco! 

Luigi sai apressadamente. Barnett retira o celular do bolso e aperta play e escuta o áudio da conversa gravado e esboça um sorriso.

 Corta para:


Cena 13. Int. Quarto. Dia 

Luigi deitado, está dormindo. O relógio digital na mesa de cabeceira, marca 05hs30min. Ouve- se a sonora do despertador. Luigi rola na cama. Acorda. Senta-se na cama. Desliga o despertador e se espreguiça.

Corta para: 


Cena 14. Int. Banheiro. Dia 

Torneira da pia ligada. Luigi escovando os dentes. Em seguida ele lava o rosto, molha o cabelo e enxuga na toalha.

Corta para:

Cena 15. Int. Cozinha. Dia 

Barnett colocando a mesa do café. Luigi entra na cozinha, ao ver Barnett balança em um gesto de desaprovação. Barnett percebe Luigi.

Barnett – Bom dia, primo! Preparei o café da manhã.

Luigi pega uma maça sobre a mesa.

Luigi – Muito obrigado, só quero mesmo uma maça.

Barnett serve um copo de suco e entrega a Luigi.

Barnett – Faço questão que tome ao menos um copo de suco. Não me desaponte.

Luigi pega e bebe o suco e coloca o copo sobre a mesa.

Luigi – Agora deixa eu ir, senão vou me atrasar.

Barnett – Te espero pro jantar.

Luigi olha para Barnett com cara de poucos amigos e sai. Barnett esboça um sorriso.

Corta para:


Cena 16. Int. Sala de Aula. Dia 

Luigi no meio da explicação do conteúdo, sobre o olhar atento da turma.

Luigi – São temas recorrentes nas obras dos autores da segunda geral; a idealização da infância, a representação das mulheres virgens sonhadas e a exaltação da morte. Seus principais autores são Alvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire e Fagundes Varela. 

Ouve-se o tocar da campainha, anunciando o termino da aula. A turma alvoroçada para ir embora.

Luigi – Lembre-se a resenha de literatura sobre a segunda geração romântica; mal do século é pra primeira aula de amanhã.

Os alunos arrumam seus materiais e saem apressadamente. Luigi esta organiza as apostilas e livros e coloca dentro da bolsa. Um aluno para em frente ao professor.

Aluno – Professor, Luigi?

Luigi – Sim.

Aluno – Está tudo bem com o senhor? O senhor estava diferente na aula hoje. Preocupado, não parecia o professor extrovertido de todos os dias.

Luigi força um sorriso.


Luigi – Apenas uns problemas pessoais. Nada que não possa resolver. Agradeço a preocupação.

Aluno – Fica bem!

O aluno sai. Luigi fecha o zíper da bolsa e sai também. 

Corta para:

Cena 17. Int. Bar. Dia 

Luigi sentado em uma mesa. Várias garrafas de cervejas vazias sobre a mesa. Luigi bebendo. Ele está visivelmente triste.

Corta para:

Cena 18. Int. Banheiro. Noite  

 Barnett debaixo do chuveiro. Agua caído sobre o corpo dele. Ele ensaboa o corpo enquanto cantarola uma música animada. Agora a agua retira o a espuma de sabão do corpo de Barnett.

Corta para: 

Cena 19. Int. Quarto. Noite  

Barnett enrolado na toalha retira algumas peças de roupa de dentro da bolsa sobre a cama. Veste a cueca, em seguida a bermuda e camiseta. Ele posiciona-se em frente ao espelho cuidadosamente ajeita o cabelo. Volta até a bolsa, retira e um perfume e borrifa sobre o pescoço e sobre o corpo.

Barnett – Prontinho. A noite será muito agradável.

Corta para:

Cena 20. Int. Sala. Noite  

Barnett deitado no sofá com um fone de ouvido na orelhas e lendo um livro. Abre-se a porta, Luigi entra e frecha a porta. Barnett levanta-se.

Barnett – Hoje você demorou.

Luigi joga a bolsa no sofá.

Barnett – Preparei um jantar especial para nós hoje.

Luigi – Estou sem fome.

Barnett – O que eu tenho pra falar com você é muito importante. Tomei uma decisão sobre o que conversamos ontem. Sobre o crime que fui e vítima e você autor.

Corta para:

Cena 21. Int. Cozinha. Noite  

Luigi sentado à mesa. Barnett aproxima-se carregando dois pratos.

Barnett – 

Preparei um jantar completo, a ocasião pede alguma especial. Para a entrada um queijo cremoso com geleia de pimenta. Prato principal um risoto cremoso de camarão, de sobremesa banana grelhada com canela.

Luigi permanece em silencio.

Barnett – Gosto muito de cozinhar. Se não fosse apaixonado por psicologia, juro que faria um curso superior de gastronomia.

Barnett coloca os pratos sobre a mesa. Afasta-se e logo em seguida volta com uma garrafa de vinho.

Barnett – Também fui ao supermercado e escolhi um bom vinho.

Barnett afasta a cadeira e senta-se a mesa. Serve o vinho em uma taça e entrega para Luigi.

Barnett – Que tal um brinde?

Luigi – E o que vamos brindar?

Barnett – O nosso reencontro. O futuro, o nosso futuro.

Barnett ergue o brinde. Eles brindam e bebem um gole.

Barnett – Experimenta o queijo cremoso com geleia de pimenta.

Luigi dar uma garfada sobre o olhar atento do outro. Barnett em seguida também deu umas garfadas.

Luigi – Você disse que precisa falar comigo.

Barnett sorri.

Barnett – Não seja apressado. Ainda estamos na entrada, no início do jantar.

Barnett e Luigi comem em silencio. Barnett levanta-se e recolhe os pratos.

Corta rapidamente para:

Barnett colocando outras pratos sobre a mesa.

Barnett – Agora o prato principal. Um risoto cremoso de camarão

Barnett senta-se a mesa. Eles começam a comer.

Luigi – Acho que você já pode parar com esse jogo psicológico e ir direto ao assunto.

Barnett faz uma cara de chateado.

Barnett – Os jogos ainda nem começaram.

Barnett serve-se com um pouco mais de vinho e bebe um gole.

Barnett – Tomei uma decisão. E posso garantir que será a melhor pra nós dois depois de tudo que aconteceu no passado. Estou falando do abuso que sofri e que você foi o autor.

Luigi – E que decisão foi essa?

Barnett – Decidi que vou ficar na Cidade. Morando com você!

Luigi – Morando comigo?

Barnett – Claro. Assim teremos a oportunidade de conviver, criar uma intimidade e assim quem sabe lhe perdoar por todo mal que você me fez.

Luigi toma um gole de vinho.

Luigi – Caso não concorde?

Barnett – Você não vai fazer isso.

Barnett retira o celular de dentro do bolso.


Barnett – Mas, caso seja burro o suficiente para fazer.

Barnett abre o aplicativo de reprodução de áudio e aperta play. Ouve-se o diálogo da conversa dois na noite anterior sobre o ocorrido. Luigi ouve o áudio em silencio.

Barnett – Eu gravei você confesso os abusos.

Luigi – Você é um desgraçado.

Barnett – Não. Sou a vítima de um predador sexual que foi capaz de estuprar uma criança.

Luigi – Já pedir perdão. Foi há muito tempo, me arrependi.

Barnett bebe mais um gole de vinho e dar uma garfada no risoto.

Barnett – Caso você não concorde, serei obrigado a procurar a polícia e registrar a denúncia e iniciar um processo criminal contra você. Afinal você mesmo confessa o crime nessa gravação... E se assim for, lhe aconselho a já comprar uma lingerie para a sua primeira noite na cadeia, após ser condenado. Posso garantir que segundo informações, a receptividade no presidio para estuprador de crianças não são das mais agradáveis.

Luigi esfrega o rosto com as mãos, retira um cigarro do bolso, acende e fuma.

Barnett – Tem mais uma coisa. Duvido muito que após você cumpri sua pena, caso saia vivo da penitenciaria, consiga arrumar algum emprego. As escolas não irão contratar um professor acusado de estuprar uma criança.

Barnett estende a mão em direção a Luigi.

Barnett – Poderia me dar um cigarro?

Luigi entrega a carteira de cigarro e o isqueiro para Barnett.

Luigi – Filho da puta, desgraçado.

Barnett acende o cigarro e fuma.

Barnett – A partir de hoje eu dou as cartas. Eu faço as regras e você obedece! Ou é isso ou cadeia

Luigi fuma enquanto encara Barnett. Ouve-se a voz de Ana Luiza.

Ana Luiza – (off) Amor? Cadê você?

Luigi – Na Cozinha.

Luigi olha para Barnett e fala em voz baixa.

Luigi – Acordo fechado! E você esquece essa história.

Barnett – Decisão acertada.

Ana Luiza entra na cozinha.

Ana Luiza – Que cheiro bom.

Luigi – O Barnett resolveu ostentar os dotes culinários.

Barnett sorrir.

Barnett – Modéstia parte, sou quase um chef.

Ana Luiza – Não tenho dúvidas.

Barnett –

Então, ainda temos risoto de camarão e sobremesa.

Ana Luiza – Você está louco garoto. Quer me engordar. Se engordo e me transformo em uma baranga o seu primo me chuta. Agora a sobremesa vou aceitar.

Ana Luiza puxa uma cadeira e senta-se.

Corta rapidamente para:

Os três sentados na mesa comendo a sobremesa.

Ana Luiza – O que aconteceu? Estou sentindo um crime estranho. Parece que estavam discutindo.

Luigi – Imagina. O Barnett só estava me falando...

Barnett interrompe.

Barnett – Dos traumas da minha infância.

Ana Luiza – Desculpa. Não quero ser invasiva.

Barnett – Tudo bem.



Ana Luiza – Essa sua sobremesa; canela grelhada com canela está deliciosa.

Barnett – Receita da minha avo. Eu e o Luigi ficávamos muito na casa da vovó, temos muitas recordações daquela época. Não é mesmo Luigi?

Luigi – Claro.

Ana Luiza levanta-se.

Ana Luiza – Barnett você é um amorzinho. Agora você vai me desculpar, mais preciso roubar o Luigi, depois vocês colocam as recordações em dia... Preciso leva-lo para o quarto, preciso da opinião dele sobre a lingerie que estou usando.

Barnett – Claro. Divirtam-se.

Luigi – Com licença.

Luigi levanta-se, segura na mão de Ana Luiza e saem. Barnett coloca mais um gole de vinho e bebe.



Barnett – Aproveita a noite bonita... Que essa será a última.

Barnett acende outro cigarro e fuma.

Corta para: 

Cena 22. Int. Quarto Luigi. Noite  

Luigi e Ana Luiza deitados, se beijando, trocando caricias. Eles estão transando, envolvidos e sussurros e gemidos.

Corta para:

Cena 23. Int. Casa de Luigi. Noite  

Lado externo do quarto de Luigi. Ouve-se os gemidos e sussurros vindo quarto. Barnett se aproxima para e escuta. Caminha lentamente nas postas dos pés e fica ouvindo.

Corta para:

Cena 24. Int. Quarto Luigi. Noite  

Ana Luiza deitada. Luigi vestindo a cueca.

Luigi – Tomar uma agua. Quer um suco?

Ana luzia – Não. Vou tomar uma banho. 

Luigi abre a porta e sai.

Corta para:

Cena 22. Int. Cozinha. Noite  

Luigi abre a geladeira, retira uma jarra de suco, coloca no corpo, bebe. Em seguida devolve a jarra para geladeira. Ele olha para as gavetas.

Luigi – Isso é loucura.

Luigi abre a gaveta, retira uma faca. Olha atentamente a faca.

Corta para:

Cena 23. Int. Quarto Barnett. Noite  

Barnett está deitado. Dormindo. Abre-se a porta do quarto, a câmera mostra Luigi entrando, está segurando uma faca na mão direita. Luigi se aproxima de Barnett deitado e leva a faca bem próximo do pescoço do outro. Luigi desiste. Respira e sai lentamente. Close no rosto de Barnett, ele abre os olhos.

Corta para:


Cena 24. Int. Cozinha. Dia

Barnett e Luigi sentados à mesa, tomando café da manhã.

Barnett – A Ana Luiza não quis ficar para o café?

Luigi – Tinha um compromisso muito cedo.

Barnett pega um pão e passa manteiga.

Barnett- Você deve ser muito bom na transa.

Luigi fica em silêncio.

Barnett – Pelos pelo barulho da Ana.

Luigi – Você ouviu?

Barnett encara Luigi.

Barnett – Estava ouvindo atrás da porta. Um pouco antes de você entrar no meu quarto com uma faca e aproximar ela do meu pescoço.

Luigi fica surpreso.

Luigi – Você não estava dormindo?

Barnett – Mas como você é um covarde, não teve coragem. Você só tem coragem de machucar crianças não é mesmo?


Luigi – Eu não iria fazer nada, foi só um momento desespero.

Barnett – Não se desespere. Hoje resolveremos isso, depois do jantar.

Corta para:


Cena 25. Ext. Igreja. Dia

Câmera mostra uma igreja. Luigi sai da igreja e desce apressadamente enquanto acende e fuma um cigarro.

Corta para:

Cena 26. Ext. Orla. Dia

Luigi caminha pela orla de um lago. Ele senta-se e observa o lago pensativo. Parece preocupado. Acende um cigarro e fuma, enquanto o sol se põe e a noite chega.

Corta para:

Cena 27. Int. Sala. Noite

Barnett deitado no sofá lendo um livro. Ouve -se o barulho da chave na porta. A câmera mostra a porta se abrindo e Luigi entrando. Barnett senta-se no sofá. 

Barnett – Demorou. 

Luigi – Estava buscando, paz.

Barnett – Essa casa, não tem graça sem você. 

Luigi joga a bolsa na poltrona e ignora Barnett. 

Barnett – Pensei que tinha esquecido, que temos um assunto pendente para resolvermos no jantar.



Luigi – Vou tomar um banho e já conversamos.

Luigi sai da sala.

Corta para:

Cena 28. Int. Banheiro. Noite

A água do chuveiro cai pelo corpo de Luigi. Ele esfrega o sabonete sobre o corpo e fica alguns minutos embaixo do chuveiro enquanto a água lava a espuma do sabonete. 

Corta rapidamente para:

Cena 29. Int. Quarto. Noite

Luigi enxuga o corpo com a toalha, em seguida veste a cueca. A porta do quarto se abre e Barnett surge na entrada da porta e fica imóvel olhando para Luigi.

Luigi – Resolveu invadir minha privacidade?!

Barnett – Desculpe. Vim lhe avisar que esquente o jantar. Está na mesa, se demorar vai esfriar.

Luigi – É o prazo de terminar de me vestir.

Barnett – Claro.

Luigi pega uma bermuda em cima da cama. Barnett permanece parado na porta. Luigi volta a atenção para Barnett.

Luigi – Poderia fazer a gentileza de se retirar e fechar a porta?!

Barnett – Tudo bem. Não imaginava que o tempo tinha lhe deixado tímido. 

Barnett sai e fecha a porta. Luigi veste a bermuda, em seguida uma camiseta. 

Corta para:

Cena 30. Int. Cozinha. Noite

Barnett lavando algumas louças. Luigi entra na cozinha, arrasta uma cadeira e senta-se a mesa.

Luigi – Podemos acabar logo com isso?

Barnett fecha a torneira, enxuga a mão em um pano de prato. Caminha em direção a mesa, arrasta uma cadeira e senta-se a mesa.

Barnett – Você deve estar morrendo de fome?

Luigi permanece em silêncio. Barnett serve um prato e coloca em frente de Luigi. Em seguida serve outro prato é coloca a sua frente.

Barnett – Espero que goste.

Luigi permanece em silêncio e ambos começam a comer e ficam em silêncio por longos segundos. Luigi interrompe o silêncio. 

Luigi – Você disse que hoje iremos resolver nossos problemas...

Barnett levanta o olhar e encara Luigi. 

Barnett – Seus problemas!

Luigi – Que seja.

Barnett volta as atenções para o prato e continua a comer.

Barnett – Após o jantar. Não quero que perca o apetite.

Luigi afasta o prato para o centro da mesa.

Luigi – Já perdi o apetite!

Barnett com sarcasmo. 

Barnett – Que pena. Estou morto de fome.

Barnett continua sua refeição em silêncio. 

Luigi – Espero que possamos resolver isto de uma vez por toda.


Barnett – Será rápido e prático.

Barnett continua comendo ignorando o primo. Luigi irritado, em uma reação furiosa, com as mãos empurra as panelas e o prato que o outro está utilizando para se alimentar, para fora da mesa. Atirando-os sobre o chão. 

Luigi – Dar para você parar com a merda desse jogo psicológico e ir direto ao assunto?!

Barnett parece indiferente a irritação do outro e estende a mão em direção a Luigi.

Barnett – Poderia me dar um cigarro? 

Luigi retira a carteira do cigarro do bolso e coloca sobre a mesa. Barnett pega um cigarro, acende e fuma.

Barnett – Vamos ao que interessa...

Luigi – Por favor. 

Barnett – Acredito que não preciso lhe relembrar o mau que você me fez e o sofrimento que me causou...

Luigi – Tenho consciência dos meus atos.

Barnett – Ótimo... Agora chegou a hora de você pagar.

Luigi acende um cigarro.

Luigi – Então você decidiu me entregar pra Polícia?

Barnett – Ou não. Vai depender de você. 

Luigi – Deixa de enrolação e diz logo. O que você decidiu?

Barnett – Esse tempo todo, o que mais desejei foi me vingar de você. Mas, quando cheguei aqui e lhe reencontrei, alguma coisa mudou dentro de mim. 

Luigi – Isso significa?

Barnett – Que... Eu quero você!

Luigi – Está louco?!

Barnett – Me deixa concluir, por favor.

Luigi – Eu tenho a Ana!

Barnett – Continuando, quero você. Mas, isso seria muito pouco. Você precisa sofrer, pagar pelo que fez. E vai fazer exatamente o que eu mandar.

Luigi – Que merda, você quer afinal?

Barnett encara Luigi enquanto fuma.

Barnett – Que você mate a Ana!

Em um impulso de fúria, Luigi levanta da mesa, leva a mão até o pescoço de Barnett e bate sua cabeça sobre a mesa. Enquanto enforca e pressiona a cabeça do outro sobre a mesa.

Luigi – Você é um louco. Vou matar você!

Barnett permanece tranquilo. Enquanto Luigi pressiona sua cabeça sobre a mesa.

Barnett – (Esforçando-se pra falar) – Fosse você não faria isso. Enviei o áudio da sua confissão pra uma pessoa de confiança e se algo me acontecer, o áudio vai parar nas mãos da Polícia.

Luigi solta Barnett e se afasta. Barnett massageia o pescoço. 

Barnett – Que pegada!

Luigi – Você é um doente.

Barnett – Você conseguiu me deixar excitado.

Barnett levanta -se e caminha em direção de Luigi. Ele fica com o rosto a poucos centímetros do rosto do outro. Olhando dentro dos olhos de Luigi. 

Barnett – Eu quero ela morta hoje. Ou você mata ou amanhã ao nascer do dia, vou até a delegacia mais próxima e faço a denúncia. Quando você for acusado duvido muito que a sua amada namorada ainda vai querer ficar com um estuprador, capaz de estuprar uma criança. Isso se você conseguir sair com vida da cadeia. 

Luigi fica em silêncio, olhando para Barnett. 

Barnett – É pegar ou lagar? O que decidi?

Luigi – Ok. Vou fazer o que você está mandando.

Barnett – Decisão acertada.

Barnett esboça um sorriso. Aproxima o rosto do rosto de Luigi e beija o mesmo. Luigi não corresponde ao beijo.

Luigi – Quando você concluir o nosso acordo. Seremos só nos dois.

Barnett afasta-se e sai. Luigi dar socos sobre a mesa, irritado. 

Luigi – Filho da puta!

Luigi sai. Barnett recolhe as louças da mesa leva até a pia começa lavar.

Corta para:

Cena 31. Int. Quarto. Noite

Luigi vestido apenas de cueca, deitado na cama. Ele fuma um cigarro, está pensativo, preocupado.

Corta para:

Cena 32. Int. Sala. Noite

Barnett entra sala carregando uma garrafa de vinho e uma taxa. Senta no sofá, serve um pouco de vinho na taça, coloca a garrafa sobre uma mesa de centro e bebe. A porta se abre, Ana Luiza entra sala.

Ana – Boa noite, gatinho.

Barnett – Boa noite.

Ana – Parece animado.

Barnett estende a taxa em direção de Ana.

Barnett – Aceita um vinho? 

Ana – Em uma outra oportunidade... Luigi está em casa?

Barnett – No quarto. Insistir para me acompanhar em algumas taças de vinho, mas ele parece meio tristonho. 

Ana – Deixa eu ir lá, encher ele de beijos.

Barnett acena de forma positiva com a cabeça. Ana sai, Barnett imita a fala da garota.

Barnett – Deixa eu ir lá, encher ele beijos.

Barnett toma mais um gole de vinho.

Barnett – Aproveita, vadia. 

Corta para:



Cena 33. Int. Quarto. Noite

Ana sentada sobre a cama ao lado de Luigi. Os dois estão se beijando. Após o beijo, Ana fica olhando com carinho para o rosto do namorado.

Ana – Está acontecendo alguma coisa?

Luigi – Por quê da pergunta?

Ana – Você está abatido, preocupado.

Luigi desconversa. 

Luigi – Impressão sua meu amor.

Ana – O Barnett também disse que você estava meio tristonho. 

Luigi beija os lábios de Ana.

Luigi – Vou beber uma água. 

Luigi sai do quarto. Ana se joga na cama.

Corta para:

Cena 34. Int. Sala. Noite

Barnett sentado no sofá, com um fone de ouvido, bebendo vinho. Luigi cruza a sala, vestido apenas de cueca. Barnett acompanha com o olhar. Ele levanta -se e vai atrás. 

Corta para: 

Cena 35. Int. Cozinha. Noite

Luigi caminha até a geladeira, retira uma jarra com água. Em seguida pega um copo, coloca a água e bebe. Barnett entra segurando uma taça de vinho e aproxima -se do outro. Ele para ao em frente a Luigi e bebe um gole.

Barnett – Você já sabe o que tem fazer.

Luigi permanece em silêncio. Coloca o copo sobre a pia e devolve a jarra para a geladeira. Ele vai saindo, Barnett lhe segura pelo braço. 

Barnett – Ou você faz o que mandei, ou assim que o dia amanhecer vou até a polícia. 

Luigi encara Barnett. 

Luigi – Não sei se consigo. Eu amo a Ana.

Barnett dar de ombros. 

Barnett – Foda-se, o seu amor.

Luigi puxa o braço e sai. Barnett esboça um sorriso.

Corta para:

Cena 36. Int. Quarto. Noite

Ana deitada, seminua. Luigi com o corpo sobre o dela. Ele aproxima os lábios dos lábios da garota. Os dois se beijam com desejo e trocam carícias. Luigi leva as mãos até o pescoço da namorada. Ele começa a enforca-la. As cenas são acompanhadas de uma trilha de música clássica ou jazz.

Corta para:

Cena 37. Int. Quarto. Noite

Continua a trilha de música clássica ou jazz. Barnett sentado no sofá, com um fone de ouvido. Ele faz movimento com a mão direita em compasso com o ritmo da música, como se fosse um maestro regendo os músicos. 

Corta para:

Cena 38. Int. Quarto. Noite

 Ana está assustada, desesperada. Ela tenta se livrar das mãos de Luigi, esperneia, se debate. Ana vai perdendo as forças, desfalecendo. As lágrimas rolam no rosto de Luigi. Ana está morta. Luigi se deita na cama ao lado do corpo. Luigi chora.

Corta para:

Cena 39. Int. Sala. Noite

Luigi sentado no sofá, em crise de choro. Barnett agachado em frente ao primo, ele coloca a mão sobre a perna de Luigi. 

Barnett – Calma. Já foi, já passou.

Luigi encara Barnett com desprezo.

Barnett – Você não teve escolha. Fez o certo.

Barnett leve a mão até o rosto de Luigi e acaricia a face do mesmo. Barnett preenche a taça de vinho e entrega para Luigi.

Barnett – Bebe um pouco, vou vai se sentir melhor.

Luigi bebe. Barnett vai aumentando as carícias, aproxima o rosto de Luigi e os dois se beijam. Inicialmente, Luigi tenta resistir a Barnett, mas depois cede. Eles se beijam, um beijo represado, afoito, desesperado e angustiado. Em seguida, Barnett tira a camisa, em seguida a bermuda e a cueca, enquanto Luigi engole em seco. Luigi levanta-se, tira a cueca, então, empurra Barnett para o sofá, deita seu corpo sobre o do primo e começam a transar. Uma transa, urgente, adiada, bruta e tão ansiada.

Corta para rapidamente:

Barnett de cueca, vestindo a bermuda e a camiseta. Luigi levanta-se e veste a cueca.

Barnett – Foi melhor do que esperava. Como aguardei por esse momento. 

Luigi – Me ajuda a se livrar do corpo.

Luigi sai da sala e seguido por Barnett.

Corta para:

Cena 40. Int. Quarto. Noite

O corpo de Ana, imóvel sobre a cama. Com o auxílio de Barnett, Luigi enrola o corpo com o lençol da cama.

Barnett – Como vamos se livrar do corpo?

Luigi – Vamos colocar o corpo no porta mala do carro e vamos levar à um lugar que conheço. Chegando lá o dia já terá amanhecido, vou cavar uma cova e enterrar a Ana.

Os dois saem carregando o corpo enrolado no lençol para fora do quarto. 

Corta para:

Cena 41. Ext. Sitio. Dia

Luigi sem camisa, o corpo suado, com um enxadão cavando uma cova, em um local arroxeada de árvores. Um carro estacionado, Barnett sentado em cima do capô de um de um carro, observando o outro. 

Barnett – Como sabia desse sítio?

Luigi – Era do pai de um amigo meu. Eles morreram a cerca de uns dois anos, meu amigo mudou-se de cidade e o sítio desde então está abandonado.

Barnett – Então nunca encontraram o corpo.

Luigi – Essa é a ideia. 

Barnett retira uma embalagem plástica do bolso em seguida pega uma leda e bola um baseado. Luigi continua cavando a cova. Barnett acende o baseado e fuma.

Barnett – Vai querer, dar uns pegas no baseado?

Luigi dar uma pausa no esforço braçal, se aproxima de Barnett pega o baseado e fuma.

Barnett – Vai se sentir melhor.

Luigi deita-se no capô do carro. Os dois fumam em silêncio. Barnett aproxima o rosto do rosto de Luigi e beija o mesmo.

Barnett – Me bateu uma ideia. 

Luigi – Tenho medo até de perguntar.

Barnett sorrir. Pula do capô do carro, se aproxima do corpo de Luigi, leva a mão até o zíper da bermuda de Luigi e abre o zíper, em seguida o botão da bermuda e arrasta a mesma para baixo. 

Luigi – O que você está fazendo?

Barnett – Algo que você vai gostar.

Barnett beija o peitoral de Luigi e vai descendo os lábios sobre o corpo do outro. Barnett arrasta a cueca de Luigi para baixo enquanto desliza a língua pela barriga do outro. A câmera fecha no rosto de Luigi, que faz expressões de prazer enquanto recebe um sexo oral.

Corta para:

Cena 42. Ext. Sitio. Dia

Luigi salta do capô do carro, levanta a calça e fecha o zíper e volta a cavar a cova. 

Barnett – Você muito sexy com o corpo.

Luigi – Não sei como consegui, ser tão frio.

Barnett – A vida me ensinou a ser forte.

Barnett acende um cigarro. Luigi termina de cavar a cova.

Luigi – Acho que já é o suficiente. 

Barnett – Também creio que sim.

Luigi larga a ferramenta no chão e caminha em direção a parte traseira do veículo. 

Luigi – Me ajuda com o corpo.

Barnett desce do capô do carro e segui o primo. Luigi abre o porta mala do veículo e os dois retiram o corpo enrolado, caminham até a cova e jogam o corpo no buraco.

Barnett – Descanse em paz, querida.

Luigi caminha novamente até o porta malas do carro, pega um pá e volta até a cova. Ele começa a jogar terra sobre o corpo.

Barnett – Preciso mijar.

Barnett afasta-se, vira de costas para Luigi jogando terra sobre a cova e começa urinar. Luigi para por um instante e observa Barnett de Costa. Luigi segurando a pá caminha cuidadosa para próximo de Barnett. A cerca de um passo do jovem, Luigi para.

Luigi – Barnett?

Barnett vira se para olhar e Luigi acerta o rosto do outro com a pá. 

Corta rapidamente para:

Barnett caído desacordado. Luigi retira os cadarços do tênis, com um ele amarra os pés e com o outro amarra as mãos. Agora ele coloca -se de pé, abri o zíper da bermuda e urina no rosto de Barnett desacordado. O garoto acorda com a urina caindo sobre seu rosto.

Barnett – Que merda! O que você está fazendo?

Luigi sorrir. Termina de urinar, fechar o zíper e acende um cigarro.

Barnett – Você enlouqueceu? Você vai se dar mal.

Luigi agacha ao lado de Barnett, aproxima o rosto do rosto do outro e joga a no rosto do primo.

Luigi – Você achou mesmo, que iria me chantagear dentro da minha casa é ficar por isso mesmo?

Barnett – Eu tenho a gravação de você confessando o estupro, a polícia vai ficar sabendo.

Luigi enfia a mão dentro do bolso de Barnett e retira o celular.

Luigi – Mortos não falam com a polícia. 

Barnett – Eu enviei esse áudio pra uma pessoa de confiança, caso algo me aconteça vai parar nas mãos da Polícia. 

Luigi joga o celular no chão e quebra com batendo com a pá 

Luigi – Duvido muito que você tenha enviado pra alguém. Vou correr o risco, vou pagar pra ver.

Barnett – Não faz isso, eu te perdoou.

Luigi arrasta o corpo para dentro da cova. Barnett está amarrado e assustado dentro da cova junto do corpo. Luigi está em pé as margens do buraco.

Luigi – Sabe o que é mais divertido? Essa sua cara de medo.

Barnett – Luigi não faz isso. Minha vai querer saber o que aconteceu comigo.

Luigi- Talvez diga pra ela que você fugiu com a minha namorada.

Barnett –

Pelo amor de Deus, te imploro. Esquece essa loucura, nos podemos ser felizes juntos. Luigi começa a jogar terra sobre o Barnett, que grita desesperadamente.

Barnett – Socorro. Socorro! Pelo amor de Deus alguém me ajuda.

Luigi –

Não esforço esforços desnecessários. Ninguém vai ouvir, não tem vizinhos por perto. Luigi continua a jogar terra enquanto Barnett grita desesperado.

Corta para:

Cena 43. Ext. Rodovia. Dia

Luigi dirigindo. Ele coloca uma música pra tocar e começar a cantarolar e movimentar o corpo no ritmo da música. Parece feliz.

Corta para:

Cena 44. Int. Sala. Dia

A porta da sala se abre, Luigi entra e tranca a porta. Ele joga as chaves sobre a poltrona. Tira a camiseta e joga também sobre a poltrona e sai.

Corta para:

Cena 45. Int. Quarto. Dia

Luigi retira o tênis, em seguida a bermuda e a cueca. Caminha até a porta do banheiro, abre e entra.

Corta para:

Cena 46. Int. Quarto. Dia

Luigi embaixo do chuveiro, imóvel ele deixar a água cair pelo sua cabeça.

Corta para:

Cena 47. Flashback. Compacto de imagens. Noite/dia

Um misto de recordações, Imagens de Luigi e Ana transando, ele enfocando ela e imagens dele e Barnett transando, ele acertando-o com a pá e enterrando o primo vivo, se misturam em sua mente.

Corta para:

Cena 46. Int. Banheiro. Dia

Luigi se masturbando embaixo do chuveiro, após o orgasmo ele passa o sabonete pelo corpo. A água lava a espuma do sabão, ele desliga o chuveiro, pega a toalha e enxuga-se.

Corta para:

Cena 47. Int. Quarto. Dia

Luigi se encara na imagem que reflete no espelho. Abre uma gaveta, retira uma cueca e vesti. Em seguida sai do quarto.

Corta para:

Cena 48. Int. Cozinha. Dia

Luigi entra na cozinha, pega uma garrafa de vinho e um copo. Coloca o vinho no copo, senta-se a mesa e bebe.

Corta para:

Cena 49. Ext. Clipe de transição. Dia

Imagens de vários pontos da Cidade. Legenda na tela anuncia; dois anos depois.

Corta para:

Cena 50. Int. Sala. Noite

A câmera mostra um aparelho de televisão ligada em um programa jornalístico. Um repórter na tela apresenta uma reportagem. 

Corta para:

Cena 51. Ext. Sitio. Dia

O repórter está no local onde dois anos atrás Luigi enterrou os corpos de Ana e Barnett.

Repórter- Ossadas humanas foram encontradas em um sítio, na zona rural da Cidade. Segundo a polícia, os corpos foram identificados como um homem e uma mulher. O homem estava com as mãos e pernas amarradas, ambos já estaria enterrada há cerca de dois anos. De acordo com o proprietário do sitio estava preparando terreno para cavar um poço quando encontrou as ossadas humana enterrada. Ele se assustou e cavou um pouco mais e viu que era de duas pessoas.

Senhor – Comprei recentemente esse sítio, estava cavando um poço quando me surpreendi com essas ossadas, foi então que entrei em contato com a polícia. Eles que tem cerca de dois anos que foram enterrados.

Repórter – O Departamento de Polícia Técnico-Científica fez a perícia na ossada humana e viu que uma das vítimas foi enterrada com as mãos e pernas amarradas. Pelas circunstâncias de como estava, a suspeita é que o corpo já estaria enterrado há cerca de dois anos. A ossada foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML), onde deve passar por exames para ser identificado. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) deve investigar a morte.

Corta para:

Cena 52. Int. Sala. Dia

A câmera mostra Luigi sentado assistindo a reportagem. Ouve -se a sonora da campainha tocar. Luigi levanta, desliga a TV e abre a porta. Entra uma mulher segurando na mão de um menino de aproximadamente onze anos.

Mulher – Bom dia, professor. Tudo bem?

Luigi – Bom dia. Tudo excelente. 

Mulher – Vim o Gabriel pro primeiro dia das aulas de reforço.

Luigi – Claro. Estava aguardando. 

Luigi passa a mão na cabeça do garoto.

Luigi – Seja bem-vindo Gabriel.

Gabriel permanece em silêncio, está tímido.

Corta rapidamente para:

Gabriel sentado na poltrona em silêncio. Luigi agachado de frente para o garoto. Ele retira um bombom do bolso e entrega pro garanto.

Luigi – Olha o que tenho pra você. 

Gabriel pega o chocolate.

Gabriel – Muito obrigado. 

Luigi – Por nada... O que acha de fazermos uma brincadeira antes da aula?

O garoto balança a cabeça concordando. Luigi passa a mão na cabeça do menino.

Luigi – Você é um garoto muito bonito... Depois da nossa brincadeirinha tem mais chocolate. Só Tem um problema, a nossa brincadeira será um segredo nosso, não pode falar pra mamãe. Ela pode fica irritada por estarmos brincando ao invés de estudar. Você promete?

Gabriel balança a cabeça de forma positiva. 

Luigi – Bom garoto. Vamos se divertir bastante. 

Luigi esboça um sorriso malicioso.

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